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Da série “Meu bebê, Minha vida”: Aceitação!

9 jun

A “Aceitação” nesse caso vem de “aceitar ajuda”, aceitar que não damos conta de tudo ao mesmo tempo, que até damos conta do bebê, mas a casa ou nós mesmas ficaremos em standby por tempo indeterminado!

Aceitar quem se oferecer a lavar uma louça, fazer uma comida, lavar umas roupinhas, passar; resumidamente, aceitar que ajudem a cuidar do que você não terá tempo inicialmente para fazer! Tomar banho, comer e cuidar da casa é luxo nos primeiros meses de vida do bebê, já que somos nós que amamentamos, temos que trocar fraldas, aprender a dar banho, cuidar, ninar, chorar junto e se a saúde permitir, brincar e se divertir também! Então, cá entre nós, seres iluminados que se disponibilizam para nos ajudar, para arrumar o que ficaria em segundo ou terceiro plano, que se convidam a fazer por nós sem cobrar nada em troca, apenas por solidariedade, amizade, carinho e amor, merecem vários degraus pro céu!

Não posso me queixar, tenho uma SUPER mãe! Que me ajuda em tudo e ainda cuida de mim! Ajuda essa que, eu pelo menos, tive e ainda tenho uma certa dificuldade em aceitar já que a necessidade de “dar conta de tudo” grita dentro de mim desde que virei dona do meu próprio lar! (Mas isso, aprendi com ela! Rsss)

Sem ajuda, roupas acumulariam, banhos seriam adiados, rolaria uma dieta forçada por falta de tempo de comer e a casa ficaria numa inércia! Sobrevive-se sim, mas aceitar ajuda não é pecado nenhum! Não é ser incapaz, é ser cuidada já que todos e você só querem cuidar do bebê! E assim vem outra aceitação…

Aceitar ser acarinhada dessa forma chega a ser uma declaração de amor, já que depois que engravidamos para grande parte das pessoas somos “hospedeiras”, que logo que dão à luz, se tornam “mãe de fulano de tal”. É por isso que quem lembra da gente, realmente se importa! E isso não é egoísmo, porque um bebê fofinho todo mundo quer pegar, agarrar, brincar! E mesmo que depois do parto a gente possa ser considerada “fofinha” também, todo mundo esquece da pessoa aqui!

Aceitar isso também faz parte dessa “Aceitação”! Porque as pessoas não fazem por mal, simplesmente querem acarinhar nossos filhos por serem milagres da vida, miniaturas representando um amor e como já diz o ditado “quem beija meu filho, adoça minha boca”! Pura verdade!

Mas que ficamos carentes de um cuidado, de uma atenção, de compreensão, ficamos sim!

Enfim, ACEITAR pra quem tende a ser mais independente, pensa ser auto suficiente, sonha ser onipresente, é difícil, mas não é impossível! É a forma mais sutil de ser acarinhada, e uma sorte danada ter quem queira cuidar da gente!

Vergonha é ser individualista e não deixar quem gosta da gente se aproximar e demostrar o carinho através da ajuda! Orgulho tem limite, trabalhemos o nosso!

Portanto, aceitem! É o Melhor Que Tá Tendo!

Da série “Meu bebê, Minha Vida”: Os 30 dias mais longos 

27 maio

Logo que souberam da minha gravidez, algumas amigas e conhecidas que já tem filhos me deram a preciosa “#ficadica”, que no fundo no fundo, eu tinha esperança de que não seria aquilo tudo, que deviam estar beirando o exagero!

Exagero?

Não meus caros!

O primeiro mês realmente é o pior!

Você realmente pensa em colocar o bebê de volta na barriga! (Digo, possivelmente excluindo, mães com disponibilidade de babás, principalmente à noite, ou as que não amamentam, ou então as de anúncio de margarina!)

Você chora, e muito, por desgaste, medo, um tsunami de novidades dolorosas, cansativas, mas que depois que esses 30 longos dias passam, valem a pena!

Calma, calma! 

Me perguntam se já que vale tanto à pena depois que esse primeiro mês pós-parto passa, se não quero ter vários e vários filhos!

Repito: Calma, calma!

Consigo compreender o porquê existem mulheres que desistem de ter outro filho logo após essa doce, cansativa e interminável experiência. Tem quem sofra muito com a amamentação, as noites e dias em claro, a falta de tempo para um simples e rápido xixi, os choros intermináveis sem avisar a causa, a mudança do corpo, as limitações do corpo, o “cárcere privado”, e tantos outros ônus!

Mas em alguns momentos desse primeiro mês, e após passado esse tempo, também consigo compreender completamente o motivo que leva tantas mulheres a quererem outros filhos! 

Aqueles olhos meio perdidos ainda, mas que procuram a nossa voz; aquela carinha de animação no meio da madrugada como se fosse 11hr da manhã e todos tivessem dormido 8hr de um profundo sono; aquela paquera durante as mamadas; aquele pezinho em miniatura… Aquele amor que chega sem pedir licença, cresce sem parar e simplesmente dá uma nova razão para o nosso viver. 

Sim, então vale muito a pena!

Então, se ouvir “o primeiro mês é o pior, mas depois melhora”, “o início da amamentação é muito doloroso”, “você não vai mais dormir”, “não vai ter mais tempo pra você”….não se apavore, mas também não desacredite! É real, assim como o oposto, o amor incondicional, um sentimento que não depende do nosso querer sentir em meio do caos dos primeiros 30 dias! 

Sobre isso, filosofei! Deve ser algum tipo de “Lei da Compensação”!!! Porque é verdade também que tudo passa, e depois qualquer coisa se torna lucro, e a exaustão vai sendo compensada pelas novidades, pelos reflexos daquele sorriso sem dentes; pelos olhos cada vez mais espertos; pelas dobrinhas; por cada minuto com aquele “milagre em forma de gente” que gasta fralda pra caramba, mas faz bagunça por qualquer motivo e faz da gente o centro do seu mundo. 

Acredite com todas as forças e foooooca nisso, porque tudo passa! E você vai parecer uma louca agradecendo que seu bebê dormiu uns minutos a mais; que você conseguiu descobrir o motivo de um dos chororôs; que seu peito já não está doendo como antes; e que, claro, os 30 dias passaram e você sobreviveu! 

Mais bla bla bla e gugu dada no próximo post, porque o bebê aqui está acabando de mamar!

Bjs 

Da série “Meu bebê, Minha vida”: Introdução à maternidade

15 maio

E já se foram os 9 meses, que posso dizer que foram longos enquanto duraram, mas achei curto quando acabaram!

Tem mulheres que vivem um mar de rosas esse período de transformação mais física do que mental, outras, simplesmente vivem, enquanto uma parte considerável, porém tímida, ocultada, literalmente sobrevivem!

Acho que me encaixei ali na “faixa de Gaza”, entre o anúncio de margarina (na opinião alheia) e o sobreviver (na minha opinião em alguns momentos tensos).

– Primeiro porque desejava o filho, ou seja, meio caminho andado, acredite! Penso que quem não deseja, mas esqueceu de se prevenir na hora de virar os olhinhos, deve chorar os 9 meses ou então pela Lei de Murphy, tem a gravidez mais light do mundo!

– Segundo porque tudo ia bem até que começaram umas dores nas “partes”, para ser mais específica, do lado esquerdo da “dita cuja” … Sim! Se você não sabe, como eu não sabia, existem as tais malditas Varizes Vaginais! Que delicia! Sensação terrível de dor, e olha que no meu caso nem de fato virou isso, imagine quem realmente tem… Socorrooooo! E os remédios para circulação que podem ser tomadoa durante a gravidez, não fazem praticamente diferença nenhuma, mas melhor tomar e cruzar os dedinhos né!?

– E em terceiro: Porque na maré “o que é um pum pra quem está borrado”, uma crise de cálculo renal caiu como uma “pedra” no meu caminho… No meu caso não foi por falta de água, e sim porque já tinha tido outras vezes… Defeito de fabricaçao mesmo! Enfim, não recomendo essa experiência, e posso dizer que é um misto de você “vai parir” tamanho é a dor do cálculo e “chuta essa pedra pra fora filho”.

Apesar disso tudo, é incrível sentir alguém se remexendo loucamente dentro de você! No meu caso, chutando como se fosse Cristiano Ronaldo fazendo embaixadinhas para entrar no Guiness Book. Ver quase todo mês aquela vidinha na telinha preta e branca de um Ultrassom, ouvir os batimentos cardíacos como se fosse um galopar de um cavalinho no aparelhinho da obstetra a cada consulta, a ansiedade em sempre saber se está tudo bem, ser paparicada por todos, ver os olhos alheios brilharem por estar diante de uma futura mamãe, a preocupação na fila dos correios, as fotos de barriga para você ter certeza que é você e não uma ilusão de ótica do espelho, dentre tantas outras curiosidades da gravidez.

E quando nasce, todo aquele incomodo, azia, fome noturna de 50 mendigos, falta de posição para quase tudo, falta de ar, inchaço, se apagam num simples CHORO de vida! No momento exato em que seu “coração” passa a bater fora do peito, e como um alarme, Berra! Aí sim, tudo se torna real, tudo fica para trás e tenho que admitir, até rola uma saudades daquela barriga brilhosa, redondinha e que já chegava nos lugares antes de mim!

Acredite, eu não acreditava que existia esse efeito “M.I.B. (Man in black) de ter a memória apagada após o nascimento de um filho! Tudo de desagradável desaparece da nossa memória como um toque de mágica.

Ainda bem, se não, ninguém passaria do primeiro filho!

Até o próximo Blá Blá Blá…

Mari

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