Da série “Meu bebê, Minha Vida”: Os 30 dias mais longos 

27 maio

Logo que souberam da minha gravidez, algumas amigas e conhecidas que já tem filhos me deram a preciosa “#ficadica”, que no fundo no fundo, eu tinha esperança de que não seria aquilo tudo, que deviam estar beirando o exagero!

Exagero?

Não meus caros!

O primeiro mês realmente é o pior!

Você realmente pensa em colocar o bebê de volta na barriga! (Digo, possivelmente excluindo, mães com disponibilidade de babás, principalmente à noite, ou as que não amamentam, ou então as de anúncio de margarina!)

Você chora, e muito, por desgaste, medo, um tsunami de novidades dolorosas, cansativas, mas que depois que esses 30 longos dias passam, valem a pena!

Calma, calma! 

Me perguntam se já que vale tanto à pena depois que esse primeiro mês pós-parto passa, se não quero ter vários e vários filhos!

Repito: Calma, calma!

Consigo compreender o porquê existem mulheres que desistem de ter outro filho logo após essa doce, cansativa e interminável experiência. Tem quem sofra muito com a amamentação, as noites e dias em claro, a falta de tempo para um simples e rápido xixi, os choros intermináveis sem avisar a causa, a mudança do corpo, as limitações do corpo, o “cárcere privado”, e tantos outros ônus!

Mas em alguns momentos desse primeiro mês, e após passado esse tempo, também consigo compreender completamente o motivo que leva tantas mulheres a quererem outros filhos! 

Aqueles olhos meio perdidos ainda, mas que procuram a nossa voz; aquela carinha de animação no meio da madrugada como se fosse 11hr da manhã e todos tivessem dormido 8hr de um profundo sono; aquela paquera durante as mamadas; aquele pezinho em miniatura… Aquele amor que chega sem pedir licença, cresce sem parar e simplesmente dá uma nova razão para o nosso viver. 

Sim, então vale muito a pena!

Então, se ouvir “o primeiro mês é o pior, mas depois melhora”, “o início da amamentação é muito doloroso”, “você não vai mais dormir”, “não vai ter mais tempo pra você”….não se apavore, mas também não desacredite! É real, assim como o oposto, o amor incondicional, um sentimento que não depende do nosso querer sentir em meio do caos dos primeiros 30 dias! 

Sobre isso, filosofei! Deve ser algum tipo de “Lei da Compensação”!!! Porque é verdade também que tudo passa, e depois qualquer coisa se torna lucro, e a exaustão vai sendo compensada pelas novidades, pelos reflexos daquele sorriso sem dentes; pelos olhos cada vez mais espertos; pelas dobrinhas; por cada minuto com aquele “milagre em forma de gente” que gasta fralda pra caramba, mas faz bagunça por qualquer motivo e faz da gente o centro do seu mundo. 

Acredite com todas as forças e foooooca nisso, porque tudo passa! E você vai parecer uma louca agradecendo que seu bebê dormiu uns minutos a mais; que você conseguiu descobrir o motivo de um dos chororôs; que seu peito já não está doendo como antes; e que, claro, os 30 dias passaram e você sobreviveu! 

Mais bla bla bla e gugu dada no próximo post, porque o bebê aqui está acabando de mamar!

Bjs 

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